Ao fim de meia hora – tempo mínimo para começar a passar pelas brasas – toca o telemóvel… deixei tocar algumas vezes para o caso de ser engano, mas não era… Atendi… do outro lado pretendiam saber como continuava a letra do “Como o macaco gosta de banana, eu gosto de ti”…
Puxei pela memória e lá expliquei que o fulano diz algo como – e passo a citar: “escondi um cacho debaixo da cama e comi, comi”…
Aceitei o agradecimento sentido pelo especial favor prestado à nação e optei por me ir esconder bem no meio da cama, enquanto ia matutando numa teoria que me ocorreu naquele momento: se calhar, alguma coisa falhou na criação do mundo…
Para que não surjam mais dúvidas futuras:
Como o macaco gosta de banana
Por José Cid
A minha palmeira é muito porreira eu sei
Mas no meu deserto tu foste o oásis que achei
Tu ficas louquinha quando tiro a casca à banana
Ficas tão tontinha que a tua cauda abana.
[Refrão]:
Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti (de banaaana!)
Escondi um cacho debaixo da cama e comi comi (de banaaana!)
Minha macaca gira e bacana
O teu focinho é que não me engana
Pois se a macaca gosta de banana tu gostas de mim
Como o macaco gosta de banana eu gosto de tiiiiii
Um orangotango transformou um tango num rock
É a nova moda que põe Portugal em amok
Quem foi ao ataque foi o chimpanzé e o saguini
Minha macaquinha, estão apanhadinhos por ti (iii, iii, iii…)
(refrão)
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